Do solitário ao solidário, o que podemos fazer?

Na terça-feira (30/10/2018), no ICS/UnB, das 10 às 12h, realizaremos mais uma atividade do Teias.

Esteja conosco. Estejamos juntas!

 

“A esse misto de dor e mal estar, vazio, ausência de algo às vezes indefinido, chamamos de solidão. Trata-se de uma experiência cada vez mais presente em nosso cotidiano, com a qual a maioria de nós encontra dificuldade para lidar. Há dimensões históricas, sociais, políticas e culturais envolvidas. Há situações concretas que precisam ser compreendidas para vislumbrarmos possíveis saídas.

Convidamos você para conversar sobre este tema a partir da perspectiva da Sociologia Clínica e da Psicologia, no intuito de discutir possibilidades de criação e consolidação de vínculos, objetivando ultrapassar o campo de dificuldades que, em determinados momentos, parece insuperável. ”

Na companhia das professoras Christiane Girard Nunes Ferreira (ICS-UnB) e Vera Regina Roesler (psicóloga).
Grupo de Pesquisa Diálogos em Sociologia Clínica (UnB)

 

Link para o evento no facebook: https://www.facebook.com/events/2273148756341010/

Roda do Bem Dizer (18/10)

Promovida pelo Projeto Teias e pela Escola de Benzedeiras de Brasília, a Roda de Bem Dizer, realizada na quinta-feira (18/10) no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Brasília (ICS/UnB), foi um sucesso de público, de engajamento e, principalmente, de conexão entre as pessoas presentes.

Ao todo, reunimos cerca de 50 pessoas e todas, sem exceção, saíram do evento diferentes em relação a como chegaram. Temos a mais absoluta certeza de que momentos como esse são não somente necessários, como saudavelmente desejáveis em nossa Universidade. Conversamos com pessoas com as quais sempre esbarramos, mas pouco conversamos, nos envolvemos com desconhecidas, tecemos relações antes não imaginadas.

Nosso mais sincero agradecimento às benzedeiras e às pessoas presentes.

 

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Cerca de 50 pessoas presentes na atividade Roda Bem Dizer, no ICS/UnB, na última quinta-feira (18/10/2018). Fonte: Projeto Teias 

Teias: saberes, vivências e laços

Teias é um projeto de partilha. Partilha de experiências, saberes e vivências entre pessoas interessadas em criar vínculos e novas formas de viver a universidade. Se todas e todos nós temos trajetórias singulares, marcadas pelos lugares de onde viemos, os sonhos que ansiamos realizar, os percalços que enfrentamos, queremos que isso possa servir de ponte, e não obstáculo, para novos encontros e partilhas.

Com isso, esperamos ajudar a criar formas de expressão mais sensíveis e solidárias, capazes de dar sentido e existência a um espaço comum, feito com e não apesar de todas as diferenças. Desejamos que as vidas que tecemos dia a dia se transformem em vias de acesso aos outros, a novas descobertas e começos. Construindo pontes, esperamos romper o insulamento e criar redes que sustentem modos de viver para além da órbita do indivíduo. Pretendemos criar uma rede de saberes e de apoio mútuo e com ela fomentar laços inesperados, reflexões casuísticas e sinergias outras.

No momento em que o projeto de universidade pública, democrática e acessível está sob ataque direto, com reflexos constantes no modo como nos relacionamos e nos recursos a que temos acesso para a plena realização de nossas atividades e expectativas, precisamos de Teias e laços que suscitem vivências e renovem saberes. Com esse propósito, Teias se apresenta como um projeto colaborativo com a pretensão de ser ao mesmo tempo uma rede de apoio e um grupo de ação voltado à promoção do bem viver e da escuta atenta na universidade. Por meio de palestras, rodas de conversas, oficinas, atividades corporais e lúdicas, assim como de pesquisa, esperamos ajudar a promover reflexão, bem-estar, equilíbrio, autocuidado e integração social.

Sendo um projeto colaborativo, a proposta é descobrir e disponibilizar nossos talentos, colocando-os à serviço dos demais. É desse modo que esperamos abrir espaço para vivências que criam laços à medida que partilham saberes e experiências. A presente proposta é, portanto, um convite aberto a todos, de modo que você possa se integrar, seja como participante, seja como facilitador de atividades, ora aquele que fala, ora o que ouve.

As ações propostas desdobram-se em dois níveis: atividades permanentes de cunho regular e atividades específicas com periodicidade mais esporádica. Assim, o Projeto pretende oferecer atividades regulares semanais com características de autocuidado com o corpo e com a mente, visando a integração social e convivência na diferença. Para tanto, contamos com os talentos existentes na comunidade acadêmica que, sob forma de trabalho voluntário, coloquem-se a serviço através da atuação como facilitadores de atividades com caráter lúdico, artístico, corporal e emocional, etc. Por outro lado, também idealizamos oferecer palestras, rodas de conversa e oficinas, de natureza ocasional, com temas sensíveis e de interesse da comunidade acadêmica relacionados às dificuldades e formas de superação das condições de adoecimento físico e emocional em nosso meio.

Ao lado dessa frente de ação, o Projeto articula uma frente de pesquisa como modo de subsidiar reflexões, debates e propostas de natureza mais estrutural. Através de uma pesquisa abrangente com os vários segmentos que compõem nossa comunidade acadêmica no ICS —  docentes, discentes de graduação e pós, funcionários técnico administrativos e terceirizados — pretendemos realizar um diagnóstico das condições atuais do nosso viver na universidade de modo a subsidiar reflexão e debate qualificados, a fim de que possamos construir, juntos, melhores condições de existência em nosso meio.

 

Good company in a journey makes the way seem shorter. — Izaak Walton

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